Como arranjar palavras para explicar tanto e sempre e com tal zelo

Talvez eu tente o budismo e aprenda a não querer, e meditando encontre melhores caminhos. E mude de idéia.
Esse papo todo de efeito estufa, e da data em que a água potável acaba no mundo, realmente me preocupa. É tão sério que ainda não terei envelhecido tanto assim, e corro o risco de morrer de sede. Caramba. Ou com minha alva pele toda detonada.
E ter filhos então? Como saber se estou condenando ele a morte ou lhe dando a vida? É além das dúvidas e dilemas normais, ainda tenho que economizar água e quiçá um dia um pouco de oxigênio. Me imaginei andando pela rua com um tanque de ar nas costas. Afe. Acho que não vai combinar com minhas sapatilhas rosas.
Bom, melhor pensar em outra coisa e pensar em se divertir ao máximo, curtir afinal. E amar, e amar e comer e viver, o quanto eu aguentar e puder controlar meu saldo negativo no banco.
É bom também pensar no vento batendo no rosto, no caminho de carro por estrada florida com cara de sul de França, algo assim. Ou a sensação (eu imagino!) de chegar a algum pico muito alto depois de uma escalada difícil, ou a taquicardia deliciosa que se sente quando se está apaixonado. Chorar de alegria, ou escolher com afinco uma roupa de parar o trânsito, sem pensar se ele vai reparar ou não, mas no fundo esperar por isso. O que vale é a expectativa, é achar que algo novo ainda pode rolar. Que sempre vai rolar. Que a vida é boa, cheia de possibilidades. Se isso se perder. Ai. Ah, outra coisa, comer bem, sem pensar se isso pode acarretar uma celulite, beber sem culpa e se permitir uma soneca depois do almoço. É bom ter a chance de ser vagabundo de vez em quando, rs. E por fim se nada der certo ao final de uma semana promissora, ter um colapso com tudo a que se tem direito, inclusive, louça quebrada, pertences espalhados pelo chão e louça a ser lavada. Comida chinesa com vinho tinto. Em vez de análise, filmes, seriados e caminhadas. Em vez de remédios, floral de Back e doses controladas e diárias de vinho, rs.
Não editar o texto de uma enxurrada de idéias iluminadas depois de um período nas trevas.
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